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Startup britânica capta R$ 100 milhões para shows com avatares

Unit1 Studio promete recriar performances icônicas com tecnologia de ponta e avatares realistas.

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Startup capta R$ 100 milhões para recriar shows históricos com avatares ultrarrealistas de músicos

Uma nova era na indústria musical pode estar surgindo com a captação de aproximadamente R$ 100 milhões pela startup britânica Unit1 Studio. A empresa, que visa recriar shows históricos com avatares digitais ultrarrealistas, foi fundada no ano passado por Barney Wragg, ex-executivo do famoso grupo de Andrew Lloyd Webber.

Avatares reais e shows históricos

A Unit1 Studio levantou esse investimento significativo em uma rodada liderada pela Balderton Capital, com Daniel Waterhouse, que tem um histórico de investimentos em plataformas como o Spotify. A startup planeja trazer de volta performances de artistas que não estão mais em turnê e até mesmo reviver shows de músicos falecidos, utilizando uma combinação de imagens de arquivo e o trabalho de atores e músicos que se assemelham ao artista original.

Projeto-piloto e tecnologia inovadora

Recentemente, a empresa testou sua tecnologia com a cantora escocesa KT Tunstall, filmando-a em um estúdio com câmeras de captura de movimento. O resultado? Um avatar que reflete suas características atuais enquanto recria uma apresentação de duas décadas atrás. Esse projeto-piloto demonstra o potencial da tecnologia em atualizar e revitalizar performances passadas.

Show digital mais acessível

A proposta da Unit1 é oferecer uma alternativa mais acessível ao famoso Abba Voyage, um espetáculo que utiliza avatares em um espaço dedicado. A ideia é que a tecnologia permita que shows sejam realizados em múltiplos locais simultaneamente, sem a necessidade de um espaço específico, facilitando a experiência tanto para artistas quanto para promotores de eventos.

Além disso, a nova rodada de investimentos será utilizada para pesquisa e desenvolvimento, bem como para garantir acordos de propriedade intelectual com artistas e seus herdeiros. A startup ambiciona criar um ambiente em que músicos se apresentem ao vivo no palco junto aos avatares, proporcionando uma experiência visual imersiva ao público.

Desafios e considerações éticas

Contudo, a proposta não é isenta de controvérsias. Alguns fãs expressaram preocupações sobre a criação de avatares de artistas falecidos, como no caso de um plano para desenvolver um avatar de Ozzy Osbourne. Wragg esclareceu que, em geral, a empresa busca trabalhar em colaboração com as famílias dos artistas, priorizando o respeito e a consideração ética em suas iniciativas.

Embora ainda não tenha revelado quais shows clássicos pretende recriar, Wragg mencionou que gostaria de ter assistido a performances icônicas, como a do Queen no Live Aid e as apresentações dos Beatles no Cavern Club.

A Unit1 Studio está, sem dúvida, pronta para provocar uma transformação significativa na forma como consumimos música ao vivo, unindo passado e presente em uma experiência digital única.

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