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Meta suspende conta de protesto contra Trump durante mobilizações

Suspensão gerou críticas de censura em meio a relações conturbadas com o governo.

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Meta suspende perfil de protesto contra Trump em meio à aproximação de Zuckerberg com governo dos EUA

A Meta, empresa responsável pelo Instagram, suspendeu temporariamente a conta do movimento No Kings no último sábado (17), durante manifestações que criticavam o presidente Donald Trump nos Estados Unidos. O perfil era utilizado para promover os protestos, realizar transmissões ao vivo e incentivar a participação nas eleições legislativas.

Suspensão durante manifestações

O perfil do movimento foi retirado do ar no auge das mobilizações e ficou inacessível por várias horas. Após a restauração, a Meta emitiu um pedido de desculpas, mas o incidente gerou uma onda de acusações de censura e pedidos de investigação sobre a situação.

Relações entre Zuckerberg e Trump

Esse episódio ocorre em um contexto de crescente aproximação entre Mark Zuckerberg e Donald Trump, que se intensificou nos últimos dois anos. Desde a eleição de 2024, a Meta doou US$ 1 milhão para a posse de Trump e firmou um acordo de US$ 25 milhões em um processo movido pelo ex-presidente. Além disso, a empresa tem desempenhado um papel na definição da política americana de inteligência artificial.

Explicação da Meta sobre a suspensão

Segundo a Meta, a suspensão da conta foi causada por um erro dos seus sistemas automáticos, que confundiram a atividade do movimento com tráfego gerado por bots. A empresa afirmou que um aumento nas interações com perfis e hashtags relacionadas ao No Kings foi erroneamente interpretado como uma ação não autêntica. Um porta-voz da Meta, Andy Stone, declarou que o erro foi identificado e corrigido cerca de uma hora após a suspensão, embora o restabelecimento do acesso tenha demorado mais.

Controvérsias e críticas

Os organizadores do movimento contestaram a explicação da Meta, argumentando que a atividade em suas postagens era legítima e que a interrupção da comunicação sobre a votação era inaceitável durante um período eleitoral. A mobilização abordou questões significativas como direitos eleitorais e imigração, além de criticar ações do governo Trump.

Senadores, como Chris Murphy, pediram investigações sobre a falta de preparo da Meta para um dia de protestos tão relevante. Murphy sugeriu que a suspensão da conta poderia estar ligada aos esforços da empresa para estreitar laços com o governo.

A relação de Zuckerberg com a política e a inteligência artificial

Desde o ataque ao Capitólio em janeiro de 2021, quando as contas de Trump foram suspensas devido a preocupações de incitação à violência, a relação entre Zuckerberg e o ex-presidente passou por transformações significativas. Com a vitória de Trump em 2024, Zuckerberg iniciou um processo de reconciliação com o Partido Republicano.

Além das doações financeiras, a Meta também se envolveu em discussões sobre inteligência artificial, ajudando a moldar acordos que definem a regulação do setor. A empresa trabalhou em colaboração com grandes nomes da tecnologia e forneceu conselhos ao governo sobre a criação de uma agência reguladora proposta por líderes do setor.

A aproximação contínua entre Zuckerberg e Trump não só influenciou a política interna, mas também levantou questões sobre a concentração de poder nas mãos de poucos bilionários, conforme destacado por críticos como Bernie Sanders, que vê a suspensão como um sintoma dessa problemática. O futuro da comunicação e da política nas redes sociais continua a ser um tema de intenso debate.

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