O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, garantiu que apenas 0,2% das urnas eletrônicas foram substituídas durante as eleições, destacando que o processo está transcorrendo de maneira normal em todo o país. Em entrevista, ele também afirmou que não há evidências de interferência estrangeira nas eleições.
Normalidade nas Seções Eleitorais
Nunes Marques revelou que, até o momento, 1.121 urnas foram trocadas, representando uma quantidade mínima em relação ao total. Segundo ele, as filas nas seções eleitorais estão em níveis semelhantes aos da eleição anterior, exceto no Paraná, onde as fortes chuvas atrasaram a chegada de muitos eleitores. “Os problemas de deslocamento foram mínimos e estão sendo resolvidos”, afirmou o presidente do TSE.
Segurança e Integridade do Processo Eleitoral
O ministro explicou que a maioria das substituições de urnas se deu em decorrência de quedas de energia, sem que houvesse problemas significativos. Além disso, a Justiça Eleitoral apreendeu R$ 380 mil em dinheiro e levou 59 pessoas a delegacias por suspeitas de crimes eleitorais, sendo 25 delas detidas em flagrante. “Não houve registros relevantes de deepfakes nas redes sociais”, acrescentou Nunes Marques.
Treinamento dos Mesários e Segurança das Urnas
Todos os mesários foram capacitados para garantir que celulares e dispositivos de filmagem não entrem nas cabines de votação, reforçando a segurança do processo. Apesar de não ter comentado sobre a situação do candidato Romeu Zema, que foi flagrado com um celular ao votar, o presidente do TSE assegurou que a Justiça Eleitoral está preparada para agir em caso de irregularidades.
Garantia de Liberdade e Transparência no Voto
Nunes Marques enfatizou a importância do direito de voto e a segurança do sistema de votação, que, segundo ele, inclui mecanismos de segurança e transparência únicos no mundo. “O sistema se atualiza a cada pleito, garantindo que o eleitor possa votar livremente, sem pressões externas”, afirmou, fazendo um apelo para que candidatos e apoiadores respeitem a liberdade do eleitor.
O presidente do TSE concluiu ressaltando que o voto é um direito fundamental, essencial para a participação na vida pública. Ele também pediu aos eleitores que verifiquem informações que circulam durante o período eleitoral, incentivando-os a usar os canais oficiais da Justiça Eleitoral para esclarecer dúvidas. A mensagem é clara: a escolha do futuro do país está nas mãos do eleitor.







