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MPE solicita ao TSE que Meta bloqueie vídeo falso sobre urnas eleitorais

Órgão pede medidas urgentes para conter a disseminação de desinformação nas redes sociais.

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Ministério Público Eleitoral pede ao TSE que Meta interrompa circulação de vídeo falso sobre urnas no WhatsApp

O Ministério Público Eleitoral (MPE) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma representação visando à interrupção da propagação de um vídeo enganoso no WhatsApp, que traz informações falsas sobre as urnas eletrônicas. O órgão considera que esse conteúdo, já amplamente disseminado durante as eleições de 2018, voltou a ser compartilhado, colocando em risco a integridade do processo eleitoral.

Desinformação e suas consequências

O MPE destaca que o vídeo em questão apresenta um homem se identificando como sargento da “Polícia Militar do Instituto Federal”, que alega ter encontrado irregularidades em uma urna eletrônica. Segundo ele, ao verificar a chave do equipamento, teria encontrado votos já impressos, o que o Ministério Público classifica como uma afirmação falsa. O órgão ressalta que esse tipo de desinformação pode minar a confiança do público no sistema eleitoral.

Medidas solicitadas pelo MPE

Além da solicitação de multa à Meta, a procuradoria pede que a empresa tome medidas imediatas e técnicas para impedir a continuidade do compartilhamento desse vídeo no aplicativo de mensagens. O MPE argumenta que a propagação de informações inverídicas compromete a estabilidade do processo eleitoral e a confiança da sociedade nas instituições.

O pedido do MPE se baseia na Resolução TSE nº 23.714, de 2022, que proíbe a divulgação de informações falsas que possam afetar a integridade do pleito. Essa norma não apenas permite a remoção de conteúdos enganosos, mas também a aplicação de sanções às plataformas que não cumprirem com essa diretriz.

Impacto na Justiça Eleitoral

O Ministério Público Eleitoral enfatiza que a disseminação de desinformação, como a veiculada no vídeo, não apenas prejudica a reputação das urnas eletrônicas, mas também coloca em xeque a atuação da Justiça Eleitoral. Para o MPE, é crucial que as autoridades e as plataformas atuem de maneira proativa para garantir a veracidade das informações que circulam durante o período eleitoral.

Em um cenário onde a desinformação pode influenciar o voto e a percepção pública, o MPE reafirma a importância de medidas rápidas e eficazes para proteger o processo democrático e a confiança da população nas eleições.

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