Uma nova pulseira eletrônica, desenvolvida por estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), recebeu aprovação da FDA e promete trazer alívio para pessoas que sofrem de tremores nas mãos, especialmente aqueles com tremor essencial.
Desenvolvimento da tecnologia
O projeto teve início em 2017, durante uma disciplina de design de produtos, quando Daniel Carballo sugeriu a criação de um dispositivo vestível que utiliza vibrações mecânicas para enviar sinais ao cérebro, reduzindo os tremores. A ideia, inicialmente voltada para a doença de Parkinson, foi adaptada para atender a uma demanda maior por soluções para o tremor essencial, um distúrbio neurológico que causa tremores involuntários.
Inspiração e evolução do protótipo
Carballo, inspirado por aulas de robótica e controle neural, apresentou seu conceito ao grupo, que logo começou a trabalhar no desenvolvimento da tecnologia. Após a criação de um protótipo testado por um trabalhador da construção civil, o projeto chamou a atenção de possíveis usuários, levando os estudantes a fundar a Encora Therapeutics para comercializar o produto.
Resultados de ensaios clínicos
Em 2022, a empresa realizou seu primeiro ensaio clínico com 20 pacientes diagnosticados com Parkinson em parceria com o MassGeneral Brigham, mas logo perceberam que a maioria dos indivíduos afetados apresentava tremor essencial. Carballo ressaltou que essa condição não recebeu a mesma atenção que a doença de Parkinson, apesar da grande necessidade de inovações.
Comparação com tratamentos cirúrgicos
Tradicionalmente, o tratamento para o tremor essencial inclui intervenções cirúrgicas que implantam eletrodos no cérebro. Em contraste, a pulseira da Encora utiliza vibrações mecânicas para atuar nas mesmas áreas cerebrais, estimulando os receptores de estiramento no pulso e enviando sinais ao sistema nervoso central.
Aprovação e próximos passos
Em 2024, a empresa conduziu um ensaio clínico randomizado com 47 pacientes, além de outro estudo com 59 participantes que usaram a pulseira em casa. Os resultados mostraram que mais de 70% dos pacientes relataram melhorias significativas. Com a aprovação da FDA obtida em fevereiro deste ano, a Encora agora se concentra na criação de uma força de vendas e na obtenção de cobertura pelas seguradoras, enquanto planeja o desenvolvimento de um produto específico para a doença de Parkinson no futuro.
A inovação trazida por esses estudantes do MIT não só representa um avanço na tecnologia de tratamento de tremores, mas também uma nova esperança para muitos pacientes que buscam alternativas eficazes e não invasivas.







