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Técnica inovadora preserva corações por mais de 10 horas para transplantes em crianças

Método REUP amplia as oportunidades de transplante cardíaco pediátrico, salvando vidas.

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Nova técnica preserva corações de doadores por mais de 10 horas para transplante em crianças

Uma nova abordagem desenvolvida por pesquisadores do Vanderbilt Health, nos Estados Unidos, promete revolucionar o transplante de corações em crianças, permitindo que órgãos doados sejam preservados por mais de 10 horas. A técnica, chamada REUP (recuperação rápida com preservação ultraoxigenada prolongada), já demonstrou sucesso em adultos e agora foi adaptada para o público pediátrico.

Avanços no transplante pediátrico

Cirurgiões do Golisano Pediatric Heart Institute, em colaboração com a equipe de transplante cardíaco adulto do Vanderbilt Health, relataram a realização de cinco transplantes em crianças, com idades variando de 2 dias a 14 anos, utilizando essa nova técnica. Após esses primeiros procedimentos, mais cinco transplantes foram realizados, mostrando a eficácia do método.

Impacto da técnica REUP

Aaron Williams, professor assistente de Cirurgia Cardíaca, destacou a importância da adaptação da técnica para o público infantil. “O REUP já ampliou o número de doadores em adultos, permitindo que mais pacientes sejam atendidos e que corações de locais mais distantes sejam utilizados”, afirmou. Ele enfatizou que essa inovação cria uma nova oportunidade para reduzir o tempo de espera e salvar vidas de crianças.

Um dos casos de sucesso foi o transplante realizado em Aleah (Sissy) Keasling, de 9 anos, diagnosticada com cardiomiopatia dilatada desde bebê. Todos os pequenos receptores dos corações recuperados esperaram, em média, apenas 20 dias pela cirurgia, e nenhum órgão foi descartado. Após os procedimentos, todos apresentaram funções cardíacas adequadas.

Detalhes sobre a técnica REUP

O método REUP foi concebido inicialmente para a recuperação de corações doados após morte circulatória. Diferente das técnicas tradicionais, que reanimam o órgão do doador, o REUP utiliza uma solução fria rica em oxigênio para preservar o coração após a morte. Essa abordagem permite que o órgão mantenha sua viabilidade por mais de 10 horas, superando o limite de quatro a cinco horas dos métodos convencionais.

Ziv Beckerman, chefe associado de Cirurgia Cardíaca Pediátrica, ressaltou: “Essa abordagem transforma o cenário do transplante cardíaco pediátrico. A capacidade de utilizar corações que, de outra forma, seriam descartados, é uma bênção para nossos pacientes.”

Com esses avanços, a técnica REUP não apenas melhora a taxa de transplantes, mas também representa uma nova esperança para crianças que aguardam por um coração. O futuro do transplante cardíaco pediátrico parece mais promissor do que nunca.

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