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Navi Pillay: a sul-africana que conquistou o Nobel da Paz 2026

Jurista reconhecida por seu trabalho em direitos humanos e justiça internacional é a nova laureada.

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Quem é Navi Pillay, sul-africana que ganhou o Nobel da Paz 2026 e julgou genocídio em Ruanda

A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz 2026, um reconhecimento de seu trabalho incansável em prol dos direitos humanos e do direito internacional, conforme anunciou o Comitê Norueguês do Nobel em Oslo, nesta sexta-feira (10/10).

Contribuições significativas para a justiça global

Pillay, que já ocupou o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, foi homenageada por suas iniciativas em prol da paz e a defesa dos direitos fundamentais. O presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, destacou sua dedicação a princípios jurídicos universais e sua ética moral ao longo de sua carreira. Nascida em Durban, em uma família de origem tâmil indiana, ela enfrentou a discriminação durante o apartheid, onde iniciou sua trajetória como advogada.

Papel fundamental em tribunais internacionais

A trajetória de Navi Pillay é marcada por uma série de conquistas notáveis. Ela foi a primeira mulher a abrir um escritório de advocacia na província de Natal em 1967 e, posteriormente, se tornou a primeira juíza não branca na Suprema Corte da África do Sul. Pillay também foi eleita juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda, onde contribuiu para a responsabilização dos perpetradores do genocídio de 1994, que resultou na morte de cerca de 800 mil pessoas em um curto período de cem dias.

Além disso, de 2008 a 2014, ela atuou como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, monitorando violações globalmente. Recentemente, presidiu uma comissão da ONU que investigou a situação dos direitos humanos na Faixa de Gaza, reportando que Israel havia cometido genocídio, uma acusação que gerou controvérsias e reações negativas do governo israelense.

Reconhecimento e impacto contínuo

O prêmio Nobel vem acompanhado de uma medalha de ouro e uma quantia de 12 milhões de coroas suecas (aproximadamente R$ 6 milhões). Curiosamente, quando o anúncio foi feito, Pillay ainda não havia sido informada sobre sua premiação, devido à dificuldade de contato por parte do comitê. Frydnes brincou com a situação, pedindo que ela atendesse uma ligação de um número norueguês.

Navi Pillay continua a ser uma voz importante na justiça internacional, atualmente atuando na Corte Internacional de Justiça, onde Mianmar é acusado de genocídio. Sua trajetória inspiradora reflete um compromisso inabalável com os direitos humanos e a luta pela justiça em um mundo que ainda enfrenta desafios significativos.

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