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Estudo revela que homens confundem líderes de IA fictícios com reais

Pesquisa de Harvard mostra que 53% dos homens reconheceram nomes inventados de líderes de inteligência artificial.

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Mais da metade dos homens diz conhecer líderes de IA que não existem, mostra estudo de Harvard

Uma nova pesquisa realizada pela Harvard Kennedy School revela que muitos homens têm dificuldade em distinguir entre líderes reais e fictícios no campo da inteligência artificial (IA). O estudo constatou que 53% dos homens entrevistados afirmaram reconhecer dois nomes inventados, enquanto entre as mulheres essa taxa foi de 40%.

Conhecimento e percepção de IA entre gêneros

Os personagens fictícios, Susan Millner e Craig Dalton, foram incluídos em uma lista que mesclava 12 pessoas reais do setor de IA. Ao todo, 46% dos entrevistados identificaram esses nomes, um número semelhante ao de Mira Murati e Fei-Fei Li, figuras reais da tecnologia, enquanto Sam Altman, CEO da OpenAI, foi reconhecido por 64% dos participantes.

A pesquisa, intitulada “Are Women Being Left Out of AI?”, foi divulgada no dia 14 de setembro e analisou as disparidades entre homens e mulheres no que diz respeito à compreensão e uso da inteligência artificial. O levantamento ouviu 5.403 adultos de todos os estados dos EUA entre 10 e 16 de julho, ajustando a amostra para refletir a população americana.

Desempenho e confiança nas respostas

Os homens demonstraram um desempenho superior em termos de respostas corretas em um teste sobre inteligência artificial, alcançando uma média de 7,1 acertos em um total de 12 perguntas, enquanto as mulheres obtiveram 6,3. No entanto, os homens também apresentaram uma média de 2 respostas erradas, em comparação a 1,6 das mulheres, que frequentemente optaram pela resposta “não sei” em vez de palpites.

De acordo com Laura Manley, uma das autoras do estudo, isso sugere que a confiança excessiva entre os homens pode influenciar a percepção de conhecimento sobre IA. A pesquisa também destacou um otimismo maior entre os homens em relação à tecnologia, contrabalançado por um receio mais acentuado entre as mulheres.

Desigualdade no uso e na cobertura da IA

A pesquisa revelou que 29% das mulheres afirmaram nunca ter utilizado ferramentas de inteligência artificial, enquanto essa porcentagem foi de 22% entre os homens. Apenas 16% das mulheres relataram uso regular, comparado a 25% dos homens. No que diz respeito à criação de automações com IA, apenas 3% das mulheres se envolveram nessa prática, em comparação com 5% dos homens.

Surpreendentemente, os dados de navegação mostraram que não houve diferença significativa na frequência de acesso à tecnologia entre os gêneros. Contudo, os homens dedicaram uma média de 4,6% do tempo online a ferramentas de IA, enquanto as mulheres gastaram apenas 2,9%.

Além disso, as mulheres no ambiente profissional relataram menos acesso a treinamentos e suporte relacionados à IA, o que pode ter contribuído para o menor uso e confiança na tecnologia.

Representatividade feminina na mídia e entre especialistas

Analisando 78.542 reportagens sobre inteligência artificial, o estudo encontrou que os nomes masculinos foram mencionados em manchetes 14,6 vezes mais do que os femininos, representando 93,6% das citações em títulos. Entre as 124.004 pessoas mencionadas como especialistas, 70,1% eram homens, enquanto apenas 16,2% eram mulheres.

As discrepâncias em cobertura e representação se tornam ainda mais evidentes quando consideramos que, mesmo após a remoção de executivos e investidores, as mulheres constituíram apenas 24,8% dos especialistas reconhecidos.

Este estudo não apenas revela a disparidade de conhecimento e uso da inteligência artificial entre homens e mulheres, mas também destaca a necessidade de uma maior inclusão e representação feminina nesse campo tão relevante.

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