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85% dos brasileiros estão prontos para usar IA no mercado imobiliário

Pesquisa revela que a inteligência artificial pode transformar a forma como as pessoas compram, vendem e alugam imóveis no Brasil.

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8 em cada 10 brasileiros já usam ou usariam IA para comprar, vender ou alugar imóveis

A presença da inteligência artificial no setor imobiliário está crescendo rapidamente, com 85% dos brasileiros afirmando que já usam ou estariam dispostos a utilizar essa tecnologia em alguma fase do processo de compra, venda ou aluguel de imóveis. Essa informação foi revelada em um levantamento realizado pela Offerwise a pedido da Loft, que entrevistou 1.400 pessoas em seis capitais brasileiras entre 21 e 30 de julho de 2026.

Aplicações mais frequentes da IA no setor

Os dados mostram que as ferramentas de IA são mais utilizadas para comparação de preços (37%), pesquisa de bairros e regiões (36%) e simulação de financiamentos (34%). Além disso, 33% dos participantes afirmaram que utilizariam a tecnologia para avaliar a adequação dos preços pedidos por imóveis, enquanto 32% recorreriam à IA para esclarecer dúvidas sobre contratos e processos de negociação. Outros 26% a usariam para organizar e comparar imóveis que já visitaram ou pesquisaram.

O papel da IA nas negociações

A pesquisa também destacou que 24% dos entrevistados estariam dispostos a usar IA para comparar imóveis com base em características como metragem e melhorias. Além disso, 19% mencionaram a intenção de utilizar essas ferramentas para redigir ou revisar mensagens e propostas em negociações com corretores.

Entre os que consideram ou já utilizam inteligência artificial na busca por imóveis, o ChatGPT é a ferramenta mais mencionada, com 64% das respostas, seguida pelo Gemini, do Google (59%), e pela Meta AI (34%).

Desafios relacionados à confiança

Apesar da disposição dos consumidores em adotar a tecnologia, a confiança nas informações geradas por IA ainda é um desafio. Quando questionados sobre o uso de IA na comunicação de imobiliárias, 43% dos entrevistados afirmaram que confiariam moderadamente nas informações recebidas, enquanto 39% demonstraram pouca ou nenhuma confiança. Apenas 19% expressaram um alto nível de confiança.

Diferenças de confiança entre perfis e classes sociais

A confiança nas informações geradas por IA varia conforme o perfil dos consumidores. Entre aqueles que pretendem comprar imóveis, 32% se mostraram confiantes, enquanto esse número sobe para 35% entre os que possuem imóveis para venda ou locação. Por outro lado, somente 15% dos que não têm intenção de realizar transações imobiliárias manifestaram confiança. Em relação às classes sociais, 41% da classe A confiam na tecnologia, em contraste com apenas 13% nas classes C e DE.

Outro ponto relevante é que a percepção do uso de IA no mercado imobiliário ainda é inferior àquela observada em outros setores. Enquanto 49% dos entrevistados notam o uso da tecnologia no ambiente de trabalho ou acadêmico, apenas 34% a identificam na comunicação com corretores e plataformas imobiliárias.

Oportunidades de aprimoramento

Entre os 892 participantes que notam a presença de IA na comunicação imobiliária, 49% a identificam em fotos e imagens de imóveis, enquanto o mesmo percentual é registrado em interações com chatbots. A percepção diminui em etapas mais críticas, como propostas comerciais e documentação, onde apenas 22% e 16% identificam a IA, respectivamente.

Os dados também mostram que há uma discrepância entre o desejo dos consumidores de utilizar IA e a percepção de sua aplicação. Por exemplo, 33% dos entrevistados estariam dispostos a usar IA para avaliar preços de imóveis, mas apenas 12% já notaram essa prática por parte de corretores e plataformas.

Conclusão

Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, afirma que os resultados indicam um grande potencial para expandir o uso da inteligência artificial no setor. “Os consumidores estão abertos a utilizar IA na pesquisa de imóveis e simulações financeiras. No entanto, nas etapas que exigem mais segurança, como avaliação de preços e contratos, a adoção ainda é baixa, representando uma oportunidade para aqueles que conseguirem utilizar a tecnologia de forma transparente”, conclui.

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