O Brasil ocupa a posição de destaque no cenário global de criptomoedas, liderando o ranking de adoção da Chainalysis com um impressionante volume de US$ 252,5 bilhões movimentados entre julho de 2025 e junho de 2026. Esse valor representa o maior fluxo de criptoativos na América Latina, superando amplamente a Argentina e o México.
Desempenho Superior na América Latina
Durante o período analisado, a Argentina registrou US$ 88,5 bilhões, enquanto o México ficou com US$ 77,6 bilhões. A liderança do Brasil é atribuída à sua presença constante entre os primeiros lugares em diversos critérios, como fluxos internacionais e valores recebidos por serviços de cripto. O país foi classificado em segundo lugar nos fluxos internacionais e terceiro no valor total recebido por serviços relacionados a criptomoedas.
Resultados do Relatório da Chainalysis
A Chainalysis reformulou seu índice nesta edição para incluir múltiplas dimensões, dando ênfase ao desempenho consistente dos mercados. Apesar do recuo de 1,6% na atividade cripto brasileira em comparação ao ano anterior, houve um crescimento expressivo de 179,4% em relação ao período encerrado em junho de 2024. Esse crescimento fez com que a participação do Brasil na economia cripto da América Latina saltasse de 31,6% em 2022 para 43,7% em 2026, excluindo os centros de registro no Caribe.
Crescimento das Stablecoins
O aumento mais significativo no Brasil ocorreu no uso de stablecoins, que são criptoativos atrelados a moedas estáveis como o dólar. O volume movimentado por esses ativos no país cresceu 495%, superando a alta de 89,4% observada no restante da América Latina. As transferências domésticas de stablecoins na faixa de US$ 100 a US$ 1 mil aumentaram 666%, demonstrando uma adoção robusta em comparação com os 252% em outras partes da região.
Expansão das Exchanges Locais
As exchanges brasileiras também estão ganhando espaço, com sua participação nos fluxos de plataformas de negociação aumentando de 1,5% em 2021 para 12,5% no segundo trimestre de 2026. Este crescimento contrasta com a redução das plataformas locais em outros países da América Latina, evidenciando uma maior clareza regulatória e investimento no setor.
O novo marco regulatório do Banco Central, que entrou em vigor em fevereiro de 2026, estabelece diretrizes rigorosas para a governança e segurança dos prestadores de serviços de ativos virtuais. Essa evolução é vista como um passo em direção à maturação do mercado, facilitando a entrada de instituições financeiras tradicionais no setor.
Em um cenário de consolidação, especialistas como Fabricio Tota, vice-presidente do Mercado Bitcoin, preveem que o número de participantes nativos de cripto no Brasil deverá diminuir nos próximos anos, refletindo a transformação do setor em um ambiente mais regulamentado e profissionalizado.







