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Custo de ataques cibernéticos no Brasil atinge R$ 7,44 milhões em 2026

Pesquisa revela que a inteligência artificial intensificou as ameaças digitais, elevando os custos das violação de dados no país.

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Custo de ataques cibernéticos bate recorde no Brasil e chega a R$ 7,44 milhões, aponta IBM

O Brasil alcançou um novo recorde no custo médio de violações de dados, que chegou a R$ 7,44 milhões em 2026, de acordo com a pesquisa anual da IBM. Este valor representa um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior, quando o custo médio era de R$ 7,19 milhões. O crescimento acentuado se deve a um ambiente de ameaças digitais em constante evolução, exacerbado pelo uso crescente da inteligência artificial pelos cibercriminosos.

A tecnologia como facilitadora de ataques cibernéticos

O estudo aponta que 25% das ameaças cibernéticas já são impulsionadas por inteligência artificial, o que permite a automação de diversas etapas dos ataques e a execução de operações em uma escala muito maior. Além disso, os ataques que utilizam IA aumentaram 56% em comparação com o ano anterior. A pesquisa entrevistou 602 organizações que sofreram violações de dados entre março de 2025 e fevereiro de 2026, incluindo 42 empresas brasileiras.

Custos associados a violações de dados

O cálculo do custo médio inclui gastos com profissionais, serviços, tecnologias para mitigar os incidentes e interrupções nas operações. No entanto, os danos à reputação não estão inclusos nessa análise. De acordo com Fernando Carbone, sócio da IBM Consulting na América Latina, a realidade pode ser ainda mais preocupante. Ele menciona que muitos ataques recentes já demonstraram o uso de recursos de IA.

Setores mais afetados e suas vulnerabilidades

O relatório revela que 62% dos ataques com uso de IA foram direcionados a infraestruturas críticas, como serviços financeiros e de energia, onde as repercussões podem ir além das perdas financeiras, colocando a vida de pessoas em risco. O setor de saúde foi o mais impactado, com um custo médio de R$ 12,55 milhões por violação, seguido por tecnologia (R$ 8,96 milhões) e serviços (R$ 8,63 milhões).

Modalidades de ataque e seus custos

As principais formas de ataque no Brasil foram o phishing e os comprometimentos da cadeia de suprimentos, cada um responsável por 16% das violações analisadas. O custo médio do phishing foi de R$ 7,93 milhões por incidente, enquanto os ataques à cadeia de suprimentos geraram perdas de R$ 7,32 milhões.

Embora o Brasil tenha registrado o menor custo médio em dólares entre as regiões analisadas, isso não significa que o país seja mais avançado em termos de segurança digital. Os Estados Unidos lideram o ranking com um custo médio de US$ 11,50 milhões por incidente, refletindo apenas uma diferença de custo, segundo Carbone.

Desafios e soluções no uso da inteligência artificial

Outro ponto crítico é o uso não supervisionado de ferramentas de IA pelas empresas, conhecido como shadow AI, que pode criar novas vulnerabilidades. Carbone alerta que essa prática tem elevado os riscos e os custos operacionais.

Por outro lado, as organizações que adotam IA e automação em suas operações de segurança apresentam custos médios de violação 30% inferiores. Globalmente, o uso extensivo de IA em segurança resultou em uma economia média de US$ 1,93 milhão. Apesar desses benefícios, apenas 33% das empresas brasileiras planejam aumentar os investimentos em segurança com IA.

A necessidade de inovação nas estratégias de segurança

Nicolas Mucci, líder de cibersegurança da IBM Consulting na América Latina, ressalta a importância de as empresas reavaliarem seus programas de proteção diante do avanço tecnológico. Ele enfatiza que, para manter a competitividade, é essencial integrar novos processos de segurança que incluam a utilização de agentes de IA.

As organizações devem transformar sua abordagem tradicional de segurança, adotando sistemas que simulem o comportamento de atacantes e identifiquem vulnerabilidades de forma contínua. Além disso, é necessário equilibrar a eficiência com os investimentos em segurança, já que muitas áreas de cibersegurança cresceram de maneira desorganizada, dificultando a implementação de novas tecnologias.

Conclusão: um futuro desafiador e a importância da adaptação

A crescente complexidade dos ataques cibernéticos exige que as empresas adotem uma postura proativa. O uso de IA para monitorar e antecipar ameaças pode ser a chave para mitigar os riscos e reduzir os custos associados a violações. Assim, integrar inteligência artificial de maneira eficiente e responsável se torna um imperativo para a segurança digital no Brasil e no mundo.

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